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Etapa regional do Fórum Técnico Startups em Minas acontece em Santa Rita do Sapucaí

06 outubro 2016

Aconteceu na manhã desta quinta-feira (06/10, em Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas), a abertura do Fórum Técnico Startups em Minas – A Construção de uma Nova Política Pública, realizado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os participantes da primeira etapa regional do Fórum, realizada no município que é considerado um dos maiores polos tecnológicos do País, fizeram algumas sugestões para aprimorar o texto do PL 3.578/16, de autoria dos deputados Dalmo Ribeiro e Antônio Carlos Arantes. O objetivo do projeto é criar um ambiente de negócios que estimule os empreendedores e suas startups, organizações ainda no início de suas atividades, projetadas para explorar novos produtos ou serviços, sob condições de extrema incerteza mercadológica.

Uma das sugestões à proposição foi dada pelo diretor de Operações da Keeplay Game Studios, Fernando Riondet, que defendeu a importância de usar o termo “empresa de base tecnológica” no marco legal, quando houver referências a startups. O executivo também pediu que o foco da lei seja no apoio a iniciativas já existentes, em vez de na criação de novas estruturas. “Em Minas temos uma estrutura de incubadoras e pré-aceleradoras que funciona. Por mais bem intencionada que tenha sido a ideia de um observatório de startups, por exemplo, penso que mais uma entidade intermediária vai atrapalhar. E até isso ser colocado em prática, corre o risco de ficar obsoleto. O ecossistema é muito dinâmico”, avalia Fernando Riondet.

A diretora de Marketing e Comunicação da NexAtlas, Ana Raquel Calhau, também requereu aos parlamentares que trabalhem para deixar a lei mais prática, além de reforçar a necessidade de fortalecimento das instituições e programas já existentes, como o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed, ou semente, em inglês), do Executivo, em Belo Horizonte, onde sua empresa está sendo acelerada.

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Minas tem 22 incubadoras com 146 empresas

O coordenador do Núcleo de Empreendedorismo do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Rogério Abranches, fez um panorama do ecossistema mineiro das startups, que atualmente conta com 22 incubadoras, 146 empresas incubadas, quase 300 graduadas (que saíram da incubação para o mercado), e gera cerca de 3,5 mil postos de trabalho. “Mesmo tendo menos startups que São Paulo, temos as melhores incubadoras do país segundo o Sebrae”, lembrou.

Rogério Abranches também destacou o ecossistema que funciona dentro do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí. Ali, de 2013 a 2015 foram captados R$ 1,5 milhão em fomento, com sete empresas graduadas, R$ 5 milhões de faturamento e R$ 3 milhões em impostos. “Um grande obstáculo que enfrentamos é a descontinuidade de incentivos. Falta planejamento a longo prazo. Temos necessidade de um tratamento legal diferenciado para as startups”, defende.

Dalmo Ribeiro acrescentou que o objetivo da ALMG é elaborar um projeto que se aproxime da versão definitiva da lei e, para isso, é preciso ouvir o maior número possível de empreendedores. Pensando nisso, também está disponível no Portal da ALMG uma consulta pública para recolher contribuições. Todas as contribuições serão debatidas na etapa final do fórum, de 23 a 25 de novembro, na sede do Parlamento mineiro.

Paralelamente à consulta pública, a ALMG realizará ainda outros três encontros regionais e um debate público nesta sexta (7), no Plenário. Após os debates da manhã em Santa Rita do Sapucaí, os participantes se dividiram em grupos de trabalho, que prosseguem até o fim da tarde, com discussões mais específicas.

Fotos: Guilherme Bergamini/ ALMG

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