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Cafeicultores cobram segurança do governo mineiro

03 agosto 2016

comissão agricultura

Apesar de reconhecerem que a cafeicultura vive um bom momento nos últimos três anos, produtores de café do Sul e Sudoeste de Minas estão assustados com a criminalidade e pedem providências do governo estadual também com relação à qualificação e divulgação do produto mineiro, além de elevação do preço mínimo garantido pelo poder público. Essas questões foram destaque em audiência pública realizada nesta terça-feira (02/08) pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no Centro de Excelência do Instituto Federal do Sul de Minas, localizado no município de Machado.

O café é a oportunidade de trabalho que muita gente procura. A colheita deste ano foi antecipada e gerou uma grande demanda por mão de obra nos municípios produtores. Cidades como Alfenas, Três Pontas, Guaxupé e Boa Esperança abriram centenas de oportunidades de emprego este ano e precisamos valorizar esta cultura tão importante para Minas”, disse o deputado estadual Dalmo Ribeiro, que participou da audiência.

Durante a reunião, um documento com reivindicações a serem encaminhadas ao governador do Estado foi apresentado e discutido com os cerca de 200 participantes. A carta foi elaborada pelo Consórcio Público para o Desenvolvimento do Café do Sul e Sudoeste de Minas (Concafé) e endossada pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria.

A lista de reivindicações foi apresentada na reunião pelo presidente do Concafé e prefeito de Alfenas (Sul de Minas), Maurílio Peloso. O ponto mais enfatizado pelos participantes do encontro foi a falta de segurança no campo, com ocorrências que vão desde o roubo de produtos até assassinatos.

Além de solicitar providências que garantam a segurança no meio rural, a carta discutida na reunião também enumera reivindicações como a ampliação do programa de certificação do café mineiro, apoio financeiro e logístico do Estado para apresentação do produto em feiras nacionais e internacionais, captação de recursos para programas de melhoria da qualidade do café e desburocratização e elevação do seguro de produção (preço mínimo).

Outra reivindicação é que o governo participe, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), da parceria do Concafé com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Agência de Inovação do Café (Inovacafé), que tem por objetivo utilizar ferramentas de tecnologia de informação e comunicação para levar informações sobre o mercado cafeeiro e custos de produção para produtores de café.

Foto: Sarah Torres/ ALMG

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