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Criminalidade preocupa população de Machado

02 junho 2017

Autoridades defendem construção de centro de internação de menores e presídio para minimizar a violência

A construção de um centro de internação de menores e de um presídio, a criação da guarda municipal e a melhoria de equipamentos e do efetivo das Polícias Militar e Civil. Essas foram as principais demandas apresentadas pela população e por autoridades que participaram de reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em Machado, Sul de Minas, nesta quinta-feira (1º/6). Solicitada pelo deputado Dalmo Ribeiro, a audiência pública reuniu centenas de pessoas na Câmara Municipal de Machado. O objetivo era debater o aumento da criminalidade na região.

O deputado Dalmo Ribeiro leu manchetes de jornais locais que demonstram o aumento da violência na região. “Temos que buscar uma solução. É impossível uma cidade como esta conviver com tanta criminalidade”, reagiu.

O vereador Evandro Caixeta disse que já foi adquirido pela prefeitura um terreno para a construção do presídio. O parlamentar acrescentou que existe uma unidade com capacidade para 56 presos que recebe atualmente 120, “em um local insalubre, mal cheiroso e bem no Centro de Machado”, segundo ele.

Já vereadores de municípios vizinhos cobraram a implantação de um centro de internação de menores infratores no Sul de Minas. Segundo Celso Prado, de Varginha, essa é a única região do Estado que ainda não conta com essa estrutura.

O presidente da Câmara Municipal de Machado, Erivelto Angelo dos Santos, informou que está em construção o anteprojeto de lei para criação da guarda municipal. “Faltam alguns ajustes, mas esse é um compromisso nosso”, garantiu.

Polícia Civil alega falta de estrutura
Tiago Gomes Ribeiro, delegado regional da Polícia Civil, destacou que os servidores da instituição trabalham dia e noite, mas infelizmente, pela falta de efetivo, estrutura e equipamentos, não conseguem estancar a criminalidade.

Ele disse que a última resolução sobre o efetivo da Polícia Civil, de 2009, prevê que Machado deve ter dois delegados, nove investigadores e dois escrivães. O número de delegados e escrivães é atendido e investigadores são oito, mas a resolução estaria defasada, segundo Ribeiro.

O delegado declarou ainda que a maioria dos crimes que ocorrem em Machado é de autoria de menores. “A Polícia Militar faz a apreensão do menor, encaminha, mas como não há o centro socioeducativo no Sul de Minas, a medida socioeducativa não é efetivada”, lamentou.

PM rebate aumento da criminalidade
O tenente-coronel Alrecy Argemiro Ferreira, comandante do 64º Batalhão da Polícia Militar, contestou a informação de que a criminalidade esteja aumentando em Machado.

Ele apresentou dados que comparam os meses de janeiro a maio de 2016 ao mesmo período de 2017. Foram 114 crimes violentos no ano passado, contra 86 em 2017 – redução de 25%. O número de homicídios foi o mesmo nos dois períodos: três mortes. E a quantidade de menores apreendidos caiu de 80 para 60 no período.

Em relação ao efetivo da corporação em Machado, o comandante também ponderou que, entre as cidades da região, Machado foi a que mais recebeu policiais, num total de sete, enquanto Poços de Caldas recebeu apenas três. Ele completou que neste ano haverá três escolas de formação no Sul de Minas, o que propiciará a entrada de 180 novos soldados na região e certamente Machado receberá alguns deles.

Veja a reportagem da EPTV sobre a audiência https://youtu.be/qj5EfPRIFAw 

Foto: Guilherme Bergamini/ ALMG

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