Foto: Ricardo Barbosa/ALMG

O deputado Dalmo Ribeiro defendeu, nesta segunda-feira (27/05), que as atividades desenvolvidas por universidades, centros e institutos federais de educação devem ser preservadas. Dalmo citou o exemplo do Instituto Federal (IF) de Educação do Sul de Minas como uma instituição que pode ser praticamente inviabilizada caso seja confirmado o contingenciamento de quase 40% de suas verbas.

“Conheço de perto o trabalho do Instituto de Educação do Sul de Minas, em especial em Inconfidentes. Conheço os profissionais, o trabalho e as pesquisas desenvolvidas. Nos últimos dez anos, a instituição formou 90 mil estudantes, com um dos menores custos por aluno de toda rede federal. E o IF Sul de Minas terá um bloqueio de 40% nas suas verbas, perdendo R$ 16 milhões”, afirmou Dalmo.

O IF Sul de Minas atende mais de 27 mil alunos em 50 municípios. Além da reitoria em Pouso Alegre, o instituto conta com campi localizados em Inconfidentes, Machado, Muzambinho, Passos, Poços de Caldas, Carmo de Minas e Três Corações.

Audiência

A defesa do IF Sul de Minas e demais instituições de ensino superior foi feita durante audiência pública realizada a seu pedido na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia para debater o contingenciamento das verbas dessas instituições.

“A gente não fica preso apenas em nossos muros, a gente reverbera o conhecimento”, afirmou Luiz Flávio Reis Fernandes, diretor-geral do campi Inconfidentes do IF Sul de Minas, ao dizer que o instituto colabora com a comunidade na qual está inserida, cumprindo o que ele chamou de “função social”. Ele completou dizendo que “a cidade de Inconfidentes tem 8 mil habitantes. Um contingenciamento de aproximadamente 40% afeta muito toda a cidade”.

Marcelo Bregagnolli, reitor do Instituto Federal do Sul de Minas, apresentou dados sobre a instituição e afirmou que no momento a prioridade é a luta pela recomposição de seu orçamento.

Durante a audiência, o reitor da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), Sandro Amadeu Cerveira, demonstrou preocupação com o futuro do conhecimento científico do Brasil e disse que “95% das pesquisas do país são feitas por instituições públicas”.

Maurício Freire, pró-reitor de planejamento da UFMG, ressaltou que o trabalho desenvolvido pelas instituições públicas geram diversos impactos para a sociedade, inclusive na economia. “R$30 milhões em impostos são gerados a partir de patentes oriundas de pesquisas da UFMG”, disse.