O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da

Assembleia Legislativa de Minas participou de debate sobre o assunto no Senado

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dalmo Ribeiro, defendeu a criação de uma força-tarefa reunindo parlamentares, prefeitos, lideranças políticas e representantes da sociedade civil organizada em defesa do Lago de Furnas, que sofre já há alguns anos com o baixo nível de água.

Em debate promovido no Senado, nesta quinta-feira (05/03), com a presença de dirigentes de Furnas e do Operador Nacional do Sistema (ONS), Dalmo Ribeiro afirmou que o Sul de Minas precisa de uma solução urgente e que é preciso investigar a fundo o porquê de, mesmo com as fortes chuvas registradas nas últimas semanas, o reservatório continua em nível inferior ao necessário.

Criamos no ano passado a Frente Parlamentar que leva o nome do saudoso Itamar Franco, em defesa de Furnas. Nesta semana, fui à Tribuna da Assembleia para cobrar da presidência a instalação de uma Comissão Extraordinária Especial para realizar estudos técnicos sobre a situação em que se encontra o reservatório. Essa é uma questão de sobrevivência. Não podemos mais ficar à mercê de marcação de cotas do nível apenas no papel. É preciso olhar para a história de Furnas, para a população, para os nossos municípios, que estão vivendo um grande caos econômico. Por isso defendo essa força-tarefa de Minas Gerais, com todos os deputados, prefeitos, lideranças da sociedade, para que seja devolvida à nossa região o que nos é de direito”, afirmou Dalmo Ribeiro, durante seu pronunciamento na audiência pública no Senado, promovida pelo senador Rodrigo Pacheco.

Dalmo Ribeiro apoia o movimento que já reúne mais de 200 mil pessoas nas redes sociais, em defesa da manutenção de um limite mínimo de 762 metros no volume do reservatório, o que corresponde a cerca de metade da capacidade total de Furnas, maior reservatório da região Sudeste. Essa cota é defendida desde 2001, a partir de vários estudos técnicos, que mostram que 762 metros em relação ao nível do mar é o volume adequado para gerar energia, desenvolver o turismo e demais atividades no lago. Esse valor corresponde a 56% do nível da represa.