No fim de março, três requerimentos foram protocolados na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia

 

Distanciamento social, suspensão de aulas, ensino a distância, plataformas de ensino e infraestrutura. Com a pandemia de covid-19, a educação passou por mudanças bastante significativas como a utilização da internet para a realização das aulas. E um dos principais desafios - a ausência de sinal para acesso à rede mundial de computadores. 

Quais os impactos? Como recuperar? O que dizem os especialistas, as pesquisas? Questões como essas foram apresentadas pelo deputado Dalmo Ribeiro por meio de três requerimentos para que a Comissão de Ciência, Educação e Tecnologia discuta o tema em audiência pública, fóruns e debates. 

Segundo o deputado Dalmo, “temos acesso a diversas pesquisas, estudos de profissionais e falas de especialistas. No entanto, qual é o impacto da pandemia no ensino em nosso estado, mais especificamente na rede pública? Precisamos propor um plano para recuperação educacional das nossas crianças, com foco na alfabetização. O futuro de Minas Gerais está, neste momento, em nossas mãos”, conclamou Dalmo. 

Por tratar de assunto de interesse social e tendo em vista a previsão regimental de participação da sociedade em debates como esse, o deputado Dalmo propôs à Comissão para que o tema entre na pauta o mais rápido possível, porque é de interesse de todos. É um assunto sensível que pode impactar diretamente no desenvolvimento de Minas Gerais. “Aguardo que os requerimentos, tão relevantes para todos nós, sejam aprovados para que o Estado possa equacionar essa dívida com a sociedade”, finalizou.

 

O que dizem as pesquisas

Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Banco Mundial e Instituto Lemann dão conta de um cenário desanimador não só para a educação como para o aumento das desigualdades sociais.  

Segundo pesquisa da OEI, realizada em meados de 2021, a educação retrocedeu cerca de uma década, trazendo consequências bastante sérias. Da mesma forma, o Banco Mundial prevê que o percentual de ‘pobreza de aprendizagem’ no Brasil poderá subir para até 70%, com o fechamento das escolas por 13 meses. 

Já para a pesquisa da FGV, encomendada pela Fundação Lemann, conclui que o retrocesso da educação também é bastante comprometedor, ainda mais no ensino público. Os efeitos, de acordo com o estudo, são desiguais, porque afetam a população menos favorecida. Assim, esforços para mitigar o hiato no ensino e garantir o acesso a educação de qualidade para todos são urgentes.